Há dois ou três dias recebi a cédula de votação por correspondência referente às eleições para renovação de um terço dos Conselheiros do CORECON-Ba - Conselho Regional de Economia da Bahia. Nem precisam do meu voto, pois é chapa única mesmo...
Movido pela curiosidade, fui ao site e constatei que lá nem é mencionado que estamos em época de eleição! Também não encontrei Estatuto, Regimento ou 'sei lá o quê' que me diga como as coisas funcionam ali. Aproveitei para dar uma rápida olhada na lista das pessoas que são ou foram conselheiros, diretores, presidentes, etc, e a percepção que tive é de que, nos últimos anos, são as mesmas pessoas sempre se revezando pelos cargos.
Não, não os conheço. Mas vou pelo menos pesquisar quem são essa pessoas que me representam e defendem minha profissão (ou seria formação?!?).
Eu já vinha pensando em cancelar minha inscrição no Conselho e retomar apenas quando eu realmente precisar da carteirinha de economista pra alguma coisa.
Lembro bem que quando estávamos na iminência de nos formar, um representante do Corecon foi até a universidade para que nós nos registrássemos sem precisar nos dirigir a Salvador. A sensação é que estávamos sendo acolhidos e que seríamos apoiados e orientados na difícil transição para recém-formados no mercado de trabalho. Durante um tempo tentei manter contato, buscar apoio, etc.
Passado sete anos, não consigo perceber em quê o Conselho me ajudou, e hoje, se me apóia ou representa. Apenas $into o efeito das cobranças anuais.
A carta trazida pelos correios essa semana me fez questionar novamente: para que (me) serve mesmo o conselho? Na verdade peço ajuda aos mais experientes - me digam se devo, e porque devo continuar in$crito no Corecon - ainda mais se eu não estiver exercendo nenhuma atividade privativa....
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
O profissional, a empresa e a comunidade
Reflexões sobre o que está por vir
Enoch Filho*
Vivemos um momento peculiar de transição neste século. Em tempos de globalização
, o espaço local e regional ganham cada vez mais importância - o ambiente é, ao mesmo tempo, de extrema competição por parte das organizações e das pessoas, e de intensa busca por sustentabilidade
, desenvolvimento humano e social e bem-estar. Essa situação exige uma nova postura das empresas e demais instituições; então, se as organizações são formadas por pessoas, são elas – as pessoas – que devem ter uma maneira diferenciada de agir frente a estes desafios contemporâneos, não só enquanto cidadãos, mas enquanto profissionais, nas organizações em que atuam.
Com efeito, um dos grandes questionamentos que se faz hoje diz respeito ao desenvolvimento, e, em especial no âmbito local, que deve ser integrado e sustentável. Paradoxalmente, a globalização reforça essa idéia, na medida em que se vê a necessidade de localidades, setores, comunidades, etc, formarem uma espécie de identidade visando uma melhor inserção competitiva. Vendo o Desenvolvimento Local
por outra ótica, trata-se de uma abordagem para compensar os efeitos excludentes do sistema econômico em curso, orientando uma forma de crescimento que aproveite com mais eficiência os recursos endógenos existentes numa zona determinada, para criar empregos e melhorar a qualidade de vida da população que ali reside. Complementar a isso, é importante desenvolver uma estratégia que repense o padrão de desenvolvimento atual sob o ponto de vista da sustentabilidade, tomando o local como elemento de transformação cultural, social, e econômica.
Tomando como mote o questionamento do padrão atual de desenvolvimento, tem-se buscado uma relação mais harmônica entre o capital, o ser humano e o meio-ambiente. Consequentemente, a sociedade aprova ou condena e pune práticas que tenham influência em seu bem-estar atual e futuro, e, se isso acontece, deve-se concordar que, para uma organização ser julgada favoravelmente, os profissionais que nela atuam necessariamente devem estar aptos a atender essas expectativas. Precisam estar preparados para executar seu trabalho em benefício de quem os contrata (ou conduzir seu próprio empreendimento), mas sempre ponderando o resultado de suas ações para a comunidade em que estão inseridos.
Qual é o perfil deste profissional
voltado para o Desenvolvimento Local? Uma pessoa generalista e versátil, com formação multidisciplinar, e que percebe o movimento integrado entre o ambiente, as decisões tomadas e a visão de futuro – isto é, tem visão sistêmica. Para desempenhar suas funções, é capaz de acessar várias ferramentas e conceitos (planejamento estratégico, gestão ambiental, gestão do conhecimento, aprendizagem organizacional, etc), trabalhar em equipe, inclusive equipes virtuais.
Existem profissionais no mercado que se posicionam de tal maneira, que seus valores, objetivos, filosofia de vida, habilidades e competências se manifestam em sua carreira. E quem dirige a carreira do profissional, no século XXI, é a pessoa, e não mais a empresa/ instituição. Portanto, quem professa este paradigma de crescimento com responsabilidade, reluta em se vincular a organizações cujas práticas não estejam fundamentadas em conceitos éticos, pois sua reputação está diretamente relacionada à imagem da empresa que representa ou faz parte.
Haverá quem diga que tudo que foi dito aqui não passa de uma verborréia desvairada, que pode muito bem ser assim em países ditos de primeiro mundo; mas nunca, pelos próximos trocentos anos, se aplicaria a um município como Jequié. Mas insisto que não é uma realidade distante. Jequié tem sua importância regional, o processo de globalização faz com que tudo que acontece lá fora tenha repercussão aqui; a turma nova, que está se capacitando para entrar no mercado de trabalho, ou que está se reciclando, já tem em mente que o limite para sua atuação não têm fronteiras físicas, portanto, se preparam para desempenhar suas funções em qualquer lugar. Aos poucos, à medida que avança a educação, a mentalidade das pessoas vai sendo renovada, as organizações, tanto de interesse público, quanto de interesse privado, terão que se adequar aos reclames da sociedade.
Com efeito, um dos grandes questionamentos que se faz hoje diz respeito ao desenvolvimento, e, em especial no âmbito local, que deve ser integrado e sustentável. Paradoxalmente, a globalização reforça essa idéia, na medida em que se vê a necessidade de localidades, setores, comunidades, etc, formarem uma espécie de identidade visando uma melhor inserção competitiva. Vendo o Desenvolvimento Local
Tomando como mote o questionamento do padrão atual de desenvolvimento, tem-se buscado uma relação mais harmônica entre o capital, o ser humano e o meio-ambiente. Consequentemente, a sociedade aprova ou condena e pune práticas que tenham influência em seu bem-estar atual e futuro, e, se isso acontece, deve-se concordar que, para uma organização ser julgada favoravelmente, os profissionais que nela atuam necessariamente devem estar aptos a atender essas expectativas. Precisam estar preparados para executar seu trabalho em benefício de quem os contrata (ou conduzir seu próprio empreendimento), mas sempre ponderando o resultado de suas ações para a comunidade em que estão inseridos.
Qual é o perfil deste profissional
Existem profissionais no mercado que se posicionam de tal maneira, que seus valores, objetivos, filosofia de vida, habilidades e competências se manifestam em sua carreira. E quem dirige a carreira do profissional, no século XXI, é a pessoa, e não mais a empresa/ instituição. Portanto, quem professa este paradigma de crescimento com responsabilidade, reluta em se vincular a organizações cujas práticas não estejam fundamentadas em conceitos éticos, pois sua reputação está diretamente relacionada à imagem da empresa que representa ou faz parte.
Haverá quem diga que tudo que foi dito aqui não passa de uma verborréia desvairada, que pode muito bem ser assim em países ditos de primeiro mundo; mas nunca, pelos próximos trocentos anos, se aplicaria a um município como Jequié. Mas insisto que não é uma realidade distante. Jequié tem sua importância regional, o processo de globalização faz com que tudo que acontece lá fora tenha repercussão aqui; a turma nova, que está se capacitando para entrar no mercado de trabalho, ou que está se reciclando, já tem em mente que o limite para sua atuação não têm fronteiras físicas, portanto, se preparam para desempenhar suas funções em qualquer lugar. Aos poucos, à medida que avança a educação, a mentalidade das pessoas vai sendo renovada, as organizações, tanto de interesse público, quanto de interesse privado, terão que se adequar aos reclames da sociedade.
______________________
*Texto escrito em em março de 2004 para a Revista Contexto, de circulação municipal, coluna "Análise Regional".
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (segunda parte)
- Existe uma terceira via? -
Enoch Eduardo Sousa Filho*
Enoch Eduardo Sousa Filho*
Na edição anterior, falamos sobre o declínio do setor de confecções
em Jequié; tecemos alguns comentários sobre os porquês da implantação de uma fábrica de calçados
, e, comparamos, à luz da teoria econômica, algumas vantagens e desvantagens de cada setor para o município. Agora, para finalizarmos, o que não significa esgotar o assunto, abordaremos mais alguns pontos e tentaremos convergir para uma solução onde todos saiam ganhando.
Deve haver motivos para que a industria calçadista esteja se deslocando do Sul para a região Nordeste do país... Mas o fato é que a fábrica de sapatos está instalada aqui, e como todo empreendimento, precisa produzir resultados
, e o que foi feito está feito. Mas ainda há que se medir o saldo entre o custo para trazê-la e os resultados obtidos para o município e comparar com o impacto que poderia ser causado se fossem adotadas outras alternativas.
A indústria de roupas jequieense (indústria aqui entendida como várias fábricas do mesmo setor) não está mais competitiva em preço, pois, além da concorrência advinda do processo de globalização, outras localidades têm crescido em importância neste segmento, a exemplo de Feira de Santana e Lauro de Freitas, o que tem dividido ainda mais um mercado que antes era atendido pelas fábricas de Jequié.
No entanto, há um esforço por parte das de confecções da região de Jequié para enfrentar a situação, se mobilizando em forma de associação, unindo forças em busca de soluções. Para restabelecer a competitividade, é importante dispor de informação estratégica sobre os mercados onde se pretende atuar, facilitar o acesso a serviços de apoio à produção (insumos, tecnologias, processos produtivos, modelagem das peças, dentre outros) e profissionalizar a gestão das empresas.
A sugestão é para que as fábricas atuem em duas frentes: a primeira - iniciar uma cooperação mais efetiva entre si, fazendo marketing institucional, desenvolvendo ações para a ampliação do mercado final e fazendo parcerias visando a aquisição de fatores de produção.
O segundo ponto, é cobrar do poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, um posicionamento a favor da indústria do vestuário, dada a sua importância como geradora de emprego e renda. Não se trata aqui de invocar o Estado centralizador e paternalista, modelo de gestão que está se esgotando, mas requerer do poder público, que ao desempenhar seu papel de fomentador do desenvolvimento, que o faça levando em consideração as potencialidades e vocações locais.
É interessante pensar alternativas
, é importante traçar um plano estratégico. Quem sabe Jequié não volta a se destacar neste segmento? Por que não ensaiar parcerias envolvendo roupas, sapatos e acessórios? A fábrica de calçados teria condições, por exemplo, de auxiliar na abertura de novos mercados para a indústria de confecções. Do artesanato local podem sair acessórios para a vestimenta. Tudo uma questão de boa vontade e criatividade.
------------
* Texto escrito em janeiro de 2004 para a revista Contexto - de circulação municipal, coluna Análise Regional.
Veja também:
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (parte 1) - Vejamos se há lógica em jogar para escanteio a indústria de confecções, e porque os sapatos se tornaram a menina dos olhos.
Deve haver motivos para que a industria calçadista esteja se deslocando do Sul para a região Nordeste do país... Mas o fato é que a fábrica de sapatos está instalada aqui, e como todo empreendimento, precisa produzir resultados
A indústria de roupas jequieense (indústria aqui entendida como várias fábricas do mesmo setor) não está mais competitiva em preço, pois, além da concorrência advinda do processo de globalização, outras localidades têm crescido em importância neste segmento, a exemplo de Feira de Santana e Lauro de Freitas, o que tem dividido ainda mais um mercado que antes era atendido pelas fábricas de Jequié.
No entanto, há um esforço por parte das de confecções da região de Jequié para enfrentar a situação, se mobilizando em forma de associação, unindo forças em busca de soluções. Para restabelecer a competitividade, é importante dispor de informação estratégica sobre os mercados onde se pretende atuar, facilitar o acesso a serviços de apoio à produção (insumos, tecnologias, processos produtivos, modelagem das peças, dentre outros) e profissionalizar a gestão das empresas.
A sugestão é para que as fábricas atuem em duas frentes: a primeira - iniciar uma cooperação mais efetiva entre si, fazendo marketing institucional, desenvolvendo ações para a ampliação do mercado final e fazendo parcerias visando a aquisição de fatores de produção.
O segundo ponto, é cobrar do poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, um posicionamento a favor da indústria do vestuário, dada a sua importância como geradora de emprego e renda. Não se trata aqui de invocar o Estado centralizador e paternalista, modelo de gestão que está se esgotando, mas requerer do poder público, que ao desempenhar seu papel de fomentador do desenvolvimento, que o faça levando em consideração as potencialidades e vocações locais.
É interessante pensar alternativas
------------
* Texto escrito em janeiro de 2004 para a revista Contexto - de circulação municipal, coluna Análise Regional.
Veja também:
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (parte 1) - Vejamos se há lógica em jogar para escanteio a indústria de confecções, e porque os sapatos se tornaram a menina dos olhos.
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (em Jequié, Ba)
Vejamos se há lógica em jogar para escanteio a indústria de confecções, e porque os sapatos se tornaram a menina dos olhos
Por Enoch Filho*
Jequié foi durante um bom tempo conhecida e reconhecida, em outras regiões do Estado e até do Brasil, como cidade que fabrica e vende roupas com preço bom e de boa qualidade. Mas, entre o final da década de 80 e durante os anos 90, sucessivas crises econômicas
(decorrentes da conjuntura macroeconômica) fizeram com que se fechassem algumas indústrias, estabelecimentos comerciais e agências bancárias; e o setor de confecções, é claro, foi fortemente atingido. Em vez de buscar soluções para a indústria de roupas, passou-se a apostar no setor calçadista como novo vetor de crescimento para o município – este é um questionamento que povoa a mente de boa parte dos cidadãos jequieenses.
Antes de concluir apressadamente sobre o que é melhor para o município, convém analisar as entrelinhas saindo do âmbito das empresas vistas individualmente para olhar o espaço onde elas estão inseridas. A indústria de roupas, por ser fruto da iniciativa local e estar baseada em um número razoável de pequenas empresas, tem melhor condição de multiplicar e reter o excedente gerado aqui. O economista David Ricardo já apregoava, há dois séculos atrás, que cada região deve trabalhar em prol da maximização daquilo que sabe fazer melhor, e assim caminhar rumo ao crescimento econômico, desenvolvendo suas vantagens comparativas e competitivas. Além disso, múltiplos empregadores empregam vários trabalhadores. Se uma dessas empresas sair do mercado, serão poucos os desempregados a serem recolocados.
Já a indústria de calçados encontra expressão em uma fábrica de médio/grande porte, oriunda do sul do país. É preciso compreender que a política de interiorização da industrialização baiana foi feita até pouco tempo a partir de um planejamento de cima para baixo, sem considerar as vocações locais. O setor calçadista faz parte de uma estratégia do Governo da Bahia para alavancar a economia no interior do Estado. O que Jequié fez foi aproveitar este incentivo para atrair mais um investimento, pois havia a expectativa por consequências positivas, como o surgimento de economias externas (externalidades). Entende-se por externalidades, os benefícios obtidos por empresas que se formam (ou já existentes), em decorrência da implantação de uma indústria, proporcionando vantagens antes inexistentes. Assim, a implantação de uma fábrica de calçados faria surgir uma de solados, outra de cadarços, abrir-se-iam mais lanchonetes, etc.
A fábrica de calçados obteve alguns benefícios para vir se instalar aqui: localização estratégica, mão de obra abundante, barata e sem custos para capacitação, e benefícios fiscais. A teoria econômica regional diz que assim que esses benefícios não forem mais interessantes, como a empresa veio, ela pode levantar vôo do dia para a noite. Principalmente, porque há pouco comprometimento com Jequié: as decisões técnicas, gerenciais e financeiras são providas pela matriz, as atividades desenvolvidas não passam de simples rotinas de montagem - o que não é tão interessante na era onde o conhecimento é o principal capital gerador de riquezas
.
Então, porque não apoiar as iniciativas locais em vez de dar maior prioridade e incentivo ao investimento que vem de fora? A resposta é simples: porque dá mais visibilidade, o impacto na mentalidade popular é maior, fez-se uma grande obra!!! Existem alternativas? Trataremos disso no nosso próximo encontro. Até lá.
Antes de concluir apressadamente sobre o que é melhor para o município, convém analisar as entrelinhas saindo do âmbito das empresas vistas individualmente para olhar o espaço onde elas estão inseridas. A indústria de roupas, por ser fruto da iniciativa local e estar baseada em um número razoável de pequenas empresas, tem melhor condição de multiplicar e reter o excedente gerado aqui. O economista David Ricardo já apregoava, há dois séculos atrás, que cada região deve trabalhar em prol da maximização daquilo que sabe fazer melhor, e assim caminhar rumo ao crescimento econômico, desenvolvendo suas vantagens comparativas e competitivas. Além disso, múltiplos empregadores empregam vários trabalhadores. Se uma dessas empresas sair do mercado, serão poucos os desempregados a serem recolocados.
Já a indústria de calçados encontra expressão em uma fábrica de médio/grande porte, oriunda do sul do país. É preciso compreender que a política de interiorização da industrialização baiana foi feita até pouco tempo a partir de um planejamento de cima para baixo, sem considerar as vocações locais. O setor calçadista faz parte de uma estratégia do Governo da Bahia para alavancar a economia no interior do Estado. O que Jequié fez foi aproveitar este incentivo para atrair mais um investimento, pois havia a expectativa por consequências positivas, como o surgimento de economias externas (externalidades). Entende-se por externalidades, os benefícios obtidos por empresas que se formam (ou já existentes), em decorrência da implantação de uma indústria, proporcionando vantagens antes inexistentes. Assim, a implantação de uma fábrica de calçados faria surgir uma de solados, outra de cadarços, abrir-se-iam mais lanchonetes, etc.
A fábrica de calçados obteve alguns benefícios para vir se instalar aqui: localização estratégica, mão de obra abundante, barata e sem custos para capacitação, e benefícios fiscais. A teoria econômica regional diz que assim que esses benefícios não forem mais interessantes, como a empresa veio, ela pode levantar vôo do dia para a noite. Principalmente, porque há pouco comprometimento com Jequié: as decisões técnicas, gerenciais e financeiras são providas pela matriz, as atividades desenvolvidas não passam de simples rotinas de montagem - o que não é tão interessante na era onde o conhecimento é o principal capital gerador de riquezas
Então, porque não apoiar as iniciativas locais em vez de dar maior prioridade e incentivo ao investimento que vem de fora? A resposta é simples: porque dá mais visibilidade, o impacto na mentalidade popular é maior, fez-se uma grande obra!!! Existem alternativas? Trataremos disso no nosso próximo encontro. Até lá.
______________________
* Texto escrito em em Dezembro de 2003 para a Revista Contexto, de circulação municipal, coluna "Análise Regional".
Veja também:
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (parte 2) - Existe uma terceira via?
Assinar:
Postagens (Atom)