Semana passada foi o fim da exigência do diploma para trabalhar como jornalista, e para esta, o assunto da vez é que o MEC e a CAPES mudaram as regras do jogo para os mestrados profissionais. A primeira coisa que pensei foi: como o mercado vai reagir?
Do jeito que eram regulamentados antes, eu tinha a impressão que a diferença entre um mestrado acadêmico (MA) e um mestrado profissional (MP) era de que, no segundo, se assumia que os alunos trabalhavam, então a organização levava isso em conta nos horários de aula, etc. O paradoxo é que muita gente que cursa um MA, trabalha paralelamente, mesmo quando as normas do programa requer dedicação exclusiva!
Dizem que com essa mudanças, o MEC visa aumentar o número de vagas em todo o país. Sobre esse particular, o @manoelbr foi direto ao ponto: "Quando não se cumpre a meta, muda-se formato e medida". Sem dúvida, essa frase propõe varias reflexões sobre as maneiras de o Estado se mostrar eficiente.
Os ótimos MPs que existem devem continuar ótimos. Mas com a possibilidade de transformar especializações lato sensu em mestrados profissionais, a oferta vai aumentar e a qualidade vai cair. Fico apreensivo, pois talvez os MPs percam valor.
Pessoas sem formação acadêmica poderão lecionar. Ok, existem em todas as áreas, profissionais (sem formação stricto senso) experientes e reconhecidamente competentes que podem agregar muito num curso desses. Mas são poucos.
O Prof. Palazzo tece algumas considerações, em seu blog, comparando a situação do Brasil com o que acontece na Europa:
Nem sei se concordo integralmente com o prof Palazzo, mas acredito que essas mudanças podem ser positivas. Mas desde que fique claro qual o papel de um MA e um MP, e quais os custos e benefícios de cada uma das escolhas possíveis.
Do jeito que eram regulamentados antes, eu tinha a impressão que a diferença entre um mestrado acadêmico (MA) e um mestrado profissional (MP) era de que, no segundo, se assumia que os alunos trabalhavam, então a organização levava isso em conta nos horários de aula, etc. O paradoxo é que muita gente que cursa um MA, trabalha paralelamente, mesmo quando as normas do programa requer dedicação exclusiva!
Dizem que com essa mudanças, o MEC visa aumentar o número de vagas em todo o país. Sobre esse particular, o @manoelbr foi direto ao ponto: "Quando não se cumpre a meta, muda-se formato e medida". Sem dúvida, essa frase propõe varias reflexões sobre as maneiras de o Estado se mostrar eficiente.
Os ótimos MPs que existem devem continuar ótimos. Mas com a possibilidade de transformar especializações lato sensu em mestrados profissionais, a oferta vai aumentar e a qualidade vai cair. Fico apreensivo, pois talvez os MPs percam valor.
Pessoas sem formação acadêmica poderão lecionar. Ok, existem em todas as áreas, profissionais (sem formação stricto senso) experientes e reconhecidamente competentes que podem agregar muito num curso desses. Mas são poucos.
O Prof. Palazzo tece algumas considerações, em seu blog, comparando a situação do Brasil com o que acontece na Europa:
"O problema é que [no Brasil] AMBOS tem os mesmos direitos. Para mim, e para meus colegas daqui, isto é um erro. Para um doutorado acadêmico o mestre profissional não tem a formação conceitual necessária."
Nem sei se concordo integralmente com o prof Palazzo, mas acredito que essas mudanças podem ser positivas. Mas desde que fique claro qual o papel de um MA e um MP, e quais os custos e benefícios de cada uma das escolhas possíveis.
Legal a pesquisa! Valeu pela informação. Bjs
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