Pra quem chega aqui e fica voando quando ouve falar em ANPEC, faço uma simples rápida explanacão:
O processo seletivo para os mestrados acadêmicos em economia é bem diferente das seleções tradicionais que a maioria está acostumada. Geralmente não tem entrevista, nem projeto de pesquisa, nem análise de currículo.
As inscrições acontecem entre junho e julho. O valor já elimina candidatos: muita gente não está disposta a pagar a módica taxa de R$ trezentos e dez! Daí escolhemos concorrer a até 06 centros de pós-graduação. Os custos são menores do seriam para participar de seis concursos independentes.
No início de outubro, fazemos uma prova objetiva onde uma escolha errada anula uma certa (sim, pode-se ficar com nota negativa). Na verdade, são seis provas em dois dias. Cada prova tem 15 questões, com 5 subitens, onde dizemos se cada subitem é Verdadeiro ou Falso. Aconselha-se marcar apenas quando se tem certeza.
Porque o chute não é recomendado? Suponha que, historicamente, uma média de 5 questões certas por prova aprova pessoas num mestrado em que você estaria disposto a cursar. Se você tem certeza que fez o suficiente, não compensa se aventurar a baixar a nota e perder a vaga.
Em novembro sai a classificação final. Durante três semanas acontecem três rodadas de resultados. Nesse período os centros entram em contato com os canditatos e escolhemos para onde queremos ir, caso sejamos contatados por mais de um.
A prova é tão difícil que os 40 melhores colocados (de cerca de mil) só conseguem fazer dois terços das questões!
Apesar das críticas, esse jeito de selecionar agrada a maioria. Quem quiser complementar, fiquem à vontade para usar os comentários.
O processo seletivo para os mestrados acadêmicos em economia é bem diferente das seleções tradicionais que a maioria está acostumada. Geralmente não tem entrevista, nem projeto de pesquisa, nem análise de currículo.
As inscrições acontecem entre junho e julho. O valor já elimina candidatos: muita gente não está disposta a pagar a módica taxa de R$ trezentos e dez! Daí escolhemos concorrer a até 06 centros de pós-graduação. Os custos são menores do seriam para participar de seis concursos independentes.
No início de outubro, fazemos uma prova objetiva onde uma escolha errada anula uma certa (sim, pode-se ficar com nota negativa). Na verdade, são seis provas em dois dias. Cada prova tem 15 questões, com 5 subitens, onde dizemos se cada subitem é Verdadeiro ou Falso. Aconselha-se marcar apenas quando se tem certeza.
Porque o chute não é recomendado? Suponha que, historicamente, uma média de 5 questões certas por prova aprova pessoas num mestrado em que você estaria disposto a cursar. Se você tem certeza que fez o suficiente, não compensa se aventurar a baixar a nota e perder a vaga.
Em novembro sai a classificação final. Durante três semanas acontecem três rodadas de resultados. Nesse período os centros entram em contato com os canditatos e escolhemos para onde queremos ir, caso sejamos contatados por mais de um.
A prova é tão difícil que os 40 melhores colocados (de cerca de mil) só conseguem fazer dois terços das questões!
Apesar das críticas, esse jeito de selecionar agrada a maioria. Quem quiser complementar, fiquem à vontade para usar os comentários.
"Porque o chute não é recomendado?"
ResponderExcluirEstatisticamente falando, o valor esperado do chute é igual ao valor esperado de não chutar(VE=0), então o problema depende da propensão ao risco de cada candidato. Quando eu não tenho certeza mas to inclinado a uma resposta, eu prefiro chutar, pq apesar da probabilidade objetiva de eu acertar seja 50%, mas como eu to inclinado a uma resposta eu sempre acho q a minha probabilidade de acerto é maior que 50% (probabilidade subjetiva) e acabo chutanto.
Victor
Victor, ótimo comentário!
ResponderExcluirRecentemente fiquei sabendo de mais um incentivo a não chutar: em pelo menos um centro, existe um critério interno de eliminar os candidatos que tenham nota negativa em alguma das provas.