Jornalista traduzindo economia

Primeiro me lembrei que de vez em quando ouvimos o pessoal comentando sobre os problemas com o jornalismo econômico. Hoje, navegando pela rede, encontrei um blog bacana, cujo objetivo é falar de economia, de forma simples, para leigos, para que eles possam fazer suas escolhas mais conscientes: Economia Clara, por Luciana Seabra.

A blogueira, jornalista, está cursando mestrado em economia, porque acredita que  "não é possível escrever sobre Economia sem compreendê-la" .

A intenção, sem dúvida, é nobre. Porém, talvez pelo reflexo do centro de pós-graduação no qual ela estuda, surgem uns posts meio equivocados viesados, como este: economia - ciência exata ou social?

[Atualização em 23/04/2010]:
Sobre essa coisa de falar de economia em linguagem simples, achei muito interessante essa dica do De Gustibus: o blog da professora Roseli da Silva.

O concurso e as canetas


Hoje foi dia do concurso da Embasa (falei dele noutro post). De manhã fui lá fazer a prova e vender  algumas canetas para os concorrentes. Dá um certo frio na barriga porque a gente sempre acha que os candidatos leram o edital. Mas sempre tem os incautos - e se eu tivesse chegado mais cedo, teria repassado mais unidades. As reações foram mais ou menos assim: "identificou uma oportunidade, hein? parabéns!"

À tarde, as provas eram para cargo de nível médio e eu e Tami fomos salvar os desavisados. Chegamos num colégio, já tinha um  vendedor. Em vez de abrir concorrência e reduzir preços, rumamos para outro lugar.  Daqui a pouco um maluco que estava trabalhando na organização (e alegou ser da equipe da CESPE que veio diretamente de Brasília) chegou querendo intimidar:

— Eu sei que tem os espertos (isto é, exploradores) querendo ganhar dinheiro fácil, mas você não pode falar que só pode usar caneta preta, porque se for azul, vamos aceitar, desde que seja transparente.

— Olha, eu vou continuar falando sim. Tá escrito aqui, ó: "caneta esferográfica preta, fabricada em material transparente". Eu fiz a prova de manhã e foi solicitado que os candidatos guardassem lápis, borracha e caneta azul, pois só era permitido a de tinta preta, conforme reza o edital. Se o fiscal aceitar outra cor, vai tá favorecendo um candidato!

Não me senti um porco capitalista explorador da classe oprimida, como ele quiz me taxar. Eu e Tami estávamos ali colaborando para que os candidatos atingissem seus objetivos - que não perdessem a chance de fazer a prova por um detalhe tão pequeno.

Ah! E pra provar que meu intento era ajudar o próximo, cheguei a trocar umas duas canetas de cor azul pela preta e até doei duas esferográficas para uma galera que eu percebi que não dispunham de dois reáu.

Como andam os preparativos para a mudança

Falta menos de um mês. Se eu estivesse indo pra longe, talvez já tivesse com quase tudo organizado. Mas como Salvador é logo ali ("apenas" 360km), ainda há muito a fazer antes de seguir para o mestrado.

Moradia:
Não tenho nada definido, sugestões são bem-vindas. É provável que eu fique em algum pensionato por uns dias até arranjar um apartamento para dividir. Assunto para o próximo outro post
.

Quem são os colegas?
Pedi à secretaria que divulgasse, entre os calouros, uma lista com nomes e emails dos colegas, pra gente ir entrando em contato uns com os outros. Disseram que não podiam fazer isso enquanto não estivéssemos oficialmente matriculados na instituição - seria anti-ético dar essa informação... oO

Se já estamos cadastrados no sistema, não sei. Só sei que fomos obrigados a nos matricular, isto é, entregar os documentos, em 20 de dezembro - e quem não entregou na época, perdeu a vaga.

Pleiteando ajuda de custo
Saiu o edital que trata da ajuda de custo para professores e servidores da UESB que estão mestrando ou doutorando. São apenas dez bolsas-ajuda-de-custo para mestrado. Para concorrer, além de atualizar o Currículo Lattes, tenho que providenciar cerca de 15 declarações e certidões em diversos setores da universidade.
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