Caixinha de surpresas - parte 01


Definitivamente, são as emoções, mas aquelas provocodas pelas incertezas, que dão um tempero todo especial à vida! Vou resumir os ultimos acontecimentos.


Em maio eu dei uma travada. Ter momento(s) de desequilíbrio é comum em mestrandos e doutorandos. Fiquei uns 15 dias assim, sem conseguir render nos estudos e sem entender direito o porquê. Era um período de avaliações e fiquei na corda bamba em todas as disciplinas do primeiro semestre. Medo de ser jubilado: de acordo com o regimento, se perder em duas, tá fora.

Hora de tomada de decisão. Considerei o contexto, analisei as implicações, as incertezas, e vi que era preciso perseverar. Procurei ajuda, derramei sangue, suor e lágrimas para salvar a pátria. Agora estamos cursando as disciplinas do segundo semestre sem saber os resultados do período anterior.

Em uma delas (econometria), já sei que fui aprovado. Em outra, as evidências a probabilidade de eu ter conseguido passar é grande. Já em Economia Política, tenho quase certeza que rodei . Ou seja, provavelmente continuo no jogo!

Já sabendo que os resultados demorariam a sair, por precaução, me inscrevi de novo na seleção da ANPEC. Daí conversei com o professor de métodos quantitativos: pedi que ele me avisasse com antecedência, pois eu dependia da informação pra decidir se estudaria para a seleção ou continuava concentrando meus esforços apenas nas matérias vigentes do mestrado. Como um bom filme, o tempo passou e mateve-se o suspense.

As provas da ANPEC aconteceram essa semana, dias 29 e 30 de setembro...

Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas bem no estilo Joseph Climber!



Vejam o flashback: há cerca de 15 dias (meados de setembro/2010) visitei um oftalmologista com a intenção de trocar os óculos e/ou verificar a possibilidade de me livrar da miopia, e ver por que minha lente de contato esquerda estava incomodando (parei de usar faz uns 3 meses). Me pediu trocentos exames, e resolvi que iria faze-los depois das eleições. Voltem do flashback.

Só que, repentinamente, na sexta-feira  da semana passada (dia 25/09) comecei a enxergar muito embaçado com o olho esquerdo e a quantidade de mosquinhas e cobrinhas passeando pela visão aumentara consideravelmente.

Resolvi antecipar os exames, marquei um deles para a segunda (27/09). Chegando lá, o médico 02 disse que eu estava com um rasgo na retina acompanhado de uma pequena hemorragia. E era pra eu ficar em "repouso absoluto" e entrar em contato com o plano de saúde imediatamente a fim de fazer um procedimento na tentativa de evitar a evolução para um deslocamento de retina (que poderia ocorrer a qualquer momento, tal e tal).

Depois de muitas ligações, as duas datas mais próximas disponíveis para realizar a tal fotocoagulação à laser era quarta-feira, 29/09 (dia da prova da ANPEC!) ou então para oito dias depois.

Contatei o médico que fez o diagnóstico, expliquei o dilema, perguntei se eu poderia esperar mais um pouco. Ele me disse que havia explicado bem a urgência do problema. Aconselhou que eu desse prioridade ao que fosse mais importante pra mim.


E agora, advinha, será que fiz a prova (correndo o risco de ficar cegueta) ou fiz o procedimento (deixando de me precaver quanto ao mestrado)?!?

VI Encontro de economia baiana


Foto: Elói Corrêa/ AGECOM
Este fim de semana  (16 e 17 de setembro) tivemos o VI Encontro de Economia Baiana aqui em Salvador. Revi alguns ex-alunos e alguns amigos e colegas do tempo da gadruação.

De maneira geral, gostei. Até porque desde 2001 que eu não comparecia num encontro de economistas. Depois de um semestre no mestrado, a  gente já vê as apresentações com um entendimento muito melhor, mas ainda assim, a impressão que dá é de que "nada sei".

Dos 100 trabalhos inscritos, 30 foram selecionados para as sessões temáticas. A grande maioria dos estudos apresentados foram desenvolvidos pelo pessoal do PIMES-UFPe e não das universidades baianas! No entanto, os três trabalhos premiados foram fruto de monografias de graduação da UFBa e da UFPB, e da dissertação de mestrado de uma professora da UESB.

A temática do evento foi "Brasil e Bahia na nova configuração da economia mundial". Mas o palestrante principal - Antonio Barros de Castro - foi logo dizendo que "não ia falar especificamente sobre a Bahia" e passou a analisar como o Brasil enfrentou com sucesso a crise de 2008, e que agora só falta definir com muito cuidado as novas frentes estratégicas.

Eu ia comentar as mesas que assisti, mas deixarei isso pra outra hora, talvez.

E fica o convite-lembrete: na próxima quinta, às 9h da manhã, a Caravana Liberdade na Estrada 2010 vai passar por aqui!

Enfim, a avaliação trienal da CAPES

Enfim, saiu oficialmente a avaliação trienal da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - versão 2010, que reflete o desempenho dos cursos de pós-graduação stricto sensu, de 2007 a 2009.

Vou me ater aos mestrados e/ou doutorados acadêmicos em economia:

A boa notícia é que o mestrado da UFBA manteve a nota quatro. Ufa!
Ao todo, são 14 cursos com esta nota. Para este patamar, subiram os conceitos da UERJ e da UFJF, enquanto os cursos da  UCB e da Unicamp (desenvolvimento econômico) caíram de 5 para 4. Os mestrados da UFES e um da UFV (Economia Rural) desceram para 3.

Dez programas de pós-graduação estão com nota cinco: UNB e ESALQ desceram para esta faixa, enquanto a UFF foi promovida do conceito 4. Mantiveram-se: PUC-RIO, FGV-SP, UFMG, UFGRS, UFPE, UFPR, Unicamp (ciências econômicas).

Temos apenas um curso com a nota seis: Economia da industria e da tecnologia da UFRJ, que subiu um ponto em relação à avaliação anterior.

Dois times compõem a primeira divisão deste campeonato, agora com nota máxima, 7: EPGE (FGV-RJ) e USP.

E são três os programas novos: a UEM implantou um doutorado, nota 4, e a UFMA e UFSCar, mestrados, ambos com conceito 3.

ATUALIZAÇÃO:

As informações acima são baseadas no seguinte documento:
Resultados: Área de Avaliação/ Sigla/ Nome da Instituição/Programa

Porém, vi na comunidade da anpec no orkut, que este *outro relatório* traz notas diferentes, para, por exemplo, FGV-SP e Puc-Rio. E agora, qual relatório está correto? O que se diz é que a FGV-SP subiu para 6 e a Puc-Rio manteve-se em 5.
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