Eu prometi que traria dicas que ajudariam a pensar e refletir sobre as decisões que tomamos ao longo da vida. Tem um livro escrito por um economista-sociólogo (ou sociólogo-economista?) que aborda bem isso: escolher entre o presente ou o futuro.
Resenhas: Rodrigo Constantino achou o livro bem objetivo e didático. No Sinestesia, foi dito que a obra contém algumas gordurinhas. =)
Sobre o tema, o autor, Eduardo Giannetti da Fonseca, também apresentou dez pequenas reportagens que foram ao ar no Fantástico, programa da Globo, entre agosto e outubro do ano passado. Sobre a série, leia os comentários de Carlos Eduardo Moura.
E de quebra, para começar, abaixo os links para assitir aos dois primeiros vídeos:
Primeiro episódio: O valor do Amanhã
"A série ajudará a resolver a eterna disputa entre presente e futuro na vida de todos. Durante todo o tempo, sonhos e desejos se opõem às possibilidades e limites" (12/08/2007 - 11m1s)
Cigarras e Formigas -
Mostra que a vida é feita de escolhas: temos que decidir entre os apelos do presente ou poupar para poder aproveitar a vida no futuro. O homem é refém do tempo (19/08/2007 - 10m21s)
A vida é feita de escolhas
Aahhh, mais 365 dias! Planos foram traçados por alguns, outros não vêem sentido em criar ou renovar votos para o período que se inicia, afinal, dizem - é apenas uma sucessão de datas. Independentemente se começaram assim ou assado, a realidade é que o tempo corre. Já estamos a quase quinze dias com o pé no ano novo.
Isso me faz pensar em como a vida acontece e lembro duas coisas. A primeira: meus alunos me perguntam como/ por quê cursei Economia. Prestei três vestibulares naquele ano. Ao preencher o formulário de inscrição para terceira universidade, no momento de marcar a opção, não sei o que me deu, quis diversificar um pouco, e então... Pequenas decisões (nem sempre conscientes), que tomamos no dia-a-dia, terão repercussões futuras.
Outra situação: sempre me perguntam qual a fórmula mágica para entrar na docência superior. Ora, não é moleza tornar-se professor universitário antes de ter um mestrado no currículo. O que quero dizer é que identificamos uma meta, e, apesar dos percalços e desvios de rota, tentamos trilhar um caminho para chegar ao alvo. Para chegar até aqui, além de ter o perfil necessário, construí uma trajetória que me permitiu alcançar este objetivo.
Olha que beleza! a vida se desenrola tanto pelas pequenas escolhas que fazemos diariamente, quanto pelos objetivos que perseguimos a médio/longo-prazo.
As coisas vão acontecendo, decisões vão sendo tomadas. E como elas trazem consequências para o presente e para o futuro, no nosso próximo encontro trarei alguns links que nos farão refletir sobre as escolhas.
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PS: no segundo semestre do ano passado o blog esteve em recesso. Obrigado aos que mantiveram o feed!
Isso me faz pensar em como a vida acontece e lembro duas coisas. A primeira: meus alunos me perguntam como/ por quê cursei Economia. Prestei três vestibulares naquele ano. Ao preencher o formulário de inscrição para terceira universidade, no momento de marcar a opção, não sei o que me deu, quis diversificar um pouco, e então... Pequenas decisões (nem sempre conscientes), que tomamos no dia-a-dia, terão repercussões futuras.
Outra situação: sempre me perguntam qual a fórmula mágica para entrar na docência superior. Ora, não é moleza tornar-se professor universitário antes de ter um mestrado no currículo. O que quero dizer é que identificamos uma meta, e, apesar dos percalços e desvios de rota, tentamos trilhar um caminho para chegar ao alvo. Para chegar até aqui, além de ter o perfil necessário, construí uma trajetória que me permitiu alcançar este objetivo.
Olha que beleza! a vida se desenrola tanto pelas pequenas escolhas que fazemos diariamente, quanto pelos objetivos que perseguimos a médio/longo-prazo.
As coisas vão acontecendo, decisões vão sendo tomadas. E como elas trazem consequências para o presente e para o futuro, no nosso próximo encontro trarei alguns links que nos farão refletir sobre as escolhas.
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PS: no segundo semestre do ano passado o blog esteve em recesso. Obrigado aos que mantiveram o feed!
Fórum "A Reforma do Estado Brasileiro"
Em 2006, participei como palestrante no I Fórum sobre a Reforma do Estado Brasileiro, falando sobre o perfil do servidor público para o século XXI. Naquele momento, eu disse que a opinião das pessoas quanto ao serviço público é bastante contraditória: "todos metem a bomba, mas todos querem estar lá".
No ano seguinte, a segunda edição do fórum (em 2008) foi ainda mais interessante e produtiva... ferveu! Na mesa haviam filósofo, sociólogos e economistas.
O professor Carlos Perez iniciou sua explanação sobre Movimentos Sociais e Cidadania explicando as transformações estruturais que aconteceram a partir dos anos 70. Mostrou que surgiram novas demandas e acabaram-se as improvisações. Mas, na opinião dele, as políticas sociais atuais têm sido apenas paliativas. Por isso ele questiona: qual o projeto de Estado que nós temos?
Dando prosseguimento, o prof. Charles Santiago trouxe uma reflexão sobre as novas configurações da esquerda no Brasil. Explicou o que é "ser esquerda" e fez um convite para que as pessoas ponham a mão na massa.
O prof. Fábio Mansano de Mello, que mediou o debate, corroborou com as falas até então, ampliou a questão da cidadania, e...disse que parafraseou Karl Marx, em a Miséria da Filosofia, onde diz que os economistas são culpados pelo atraso do país, pois são representantes da burguesia, pois só pensam no lucro...
Foi então que, para descontrair, me recordei de uma campanha do Conselho Federal de Economia, que dizia que o economista, antes de pensar em dinheiro, pensa em pessoas!
Mostrei alguns indicadores - de desempenho econômico, de concentração de renda e de qualidade de vida - e falei de problemas de informação assimétrica e teoria da escolha pública. Disse que, dentre os desafios da gestão pública, o grande desafio na tomada de decisão governamental é, de um lado identificar e apostar nas potencialidades, e de outro, ouvir as demandas das minorias. Falo isso porque o Estado, pela necessidade de demonstrar resultados e prestar contas, muitas vezes atua apenas naquilo onde os resultados são mais evidentes e expressivos... - .
Para arrematar, a prof Eliana Santos falou sobre o papel das instituições democráticas e lembrou que vivemos num mundo capitalista sim, e que precisamos conhecer e jogar segundo as regras do jogo. Sem conhecimento, ficamos à margem.
O evento foi organizado pelos profs Eliana Santos e Fábio Mansano, pelos quais tenho bastante consideração e apreço. Aconteceu quinta, dia 29/11/2007, às 19h na FTC/Jequié.
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O professor Carlos Perez iniciou sua explanação sobre Movimentos Sociais e Cidadania explicando as transformações estruturais que aconteceram a partir dos anos 70. Mostrou que surgiram novas demandas e acabaram-se as improvisações. Mas, na opinião dele, as políticas sociais atuais têm sido apenas paliativas. Por isso ele questiona: qual o projeto de Estado que nós temos?
Dando prosseguimento, o prof. Charles Santiago trouxe uma reflexão sobre as novas configurações da esquerda no Brasil. Explicou o que é "ser esquerda" e fez um convite para que as pessoas ponham a mão na massa.
O prof. Fábio Mansano de Mello, que mediou o debate, corroborou com as falas até então, ampliou a questão da cidadania, e...
Foi então que, para descontrair, me recordei de uma campanha do Conselho Federal de Economia, que dizia que o economista, antes de pensar em dinheiro, pensa em pessoas!
Mostrei alguns indicadores - de desempenho econômico, de concentração de renda e de qualidade de vida - e falei de problemas de informação assimétrica e teoria da escolha pública. Disse que, dentre os desafios da gestão pública, o grande desafio na tomada de decisão governamental é, de um lado identificar e apostar nas potencialidades, e de outro, ouvir as demandas das minorias. Falo isso porque o Estado, pela necessidade de demonstrar resultados e prestar contas, muitas vezes atua apenas naquilo onde os resultados são mais evidentes e expressivos... - .
Para arrematar, a prof Eliana Santos falou sobre o papel das instituições democráticas e lembrou que vivemos num mundo capitalista sim, e que precisamos conhecer e jogar segundo as regras do jogo. Sem conhecimento, ficamos à margem.
O evento foi organizado pelos profs Eliana Santos e Fábio Mansano, pelos quais tenho bastante consideração e apreço. Aconteceu quinta, dia 29/11/2007, às 19h na FTC/Jequié.
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