Ainda não dá para desprezar o Orkut

Vou falar rapidinho: o mal-falado (e às vezes injustiçado) Orkut já me foi útil diversas vezes. Justamente por ser a rede social mais difundida no Brasil atualmente, é lá que se encontra de tudo! Peneirando, dá pra encontrar trigo no meio do joio.

Uma das coisas a favor do orkut é a expertise Google de fazer pesquisas. A caixa de busca (localizada no canto superior direito das páginas) pesquisa em todo o site e entrega (separadamente) os resultados encontrados nos perfis das pessoas, nas descrições de comunidades e nas discussões de todas as comunidades (e ainda há a opção de pesquisar os tópicos de uma comunidade específica).


Recentemente estava eu procurando algum técnico ou empresa que fizesse manutenção em equipamentos médicos. Procurei nos meios tradicionas - lista telefônicas, no sistema de informações da instituição, passar telefonemas, utilizar os sistemas de busca Google-Yahoo-MSN, etc - sem sucesso. Então fiz duas ações, mas que demorei a perceber que eram óbvias: 1) procurei no Orkut e 2) fui pessoalmente numa clínica pedir informação!

Para ampliar o entendimento, vale a pena ler o texto do Michel Lent , onde ele faz um paralelo entre bares e sites de comunidades como o orkut, Facebook, Myspace, etc.

E para descontrair, deixo um vídeo chamado "O nome já diz" produzido pela Rosana Hermann:

Off Toppic: Sobre a responsabilidade de blogar

O Ricardo Cabianca, profissional de Comunicação e Marketing, me chamou para discutir sobre a responsabilidade de blogar: ter cuidado com o que fala, e antes de opinar sobre algum assunto, checar a veracidade do fato, porque quem lê, geralmente acredita.

Na hora me lembrei de uma coisa que aconteceu aqui: o livro "A Arte de Fazer Acontecer" estava em falta, mas havia rumores de que seria lançada nova edição, revisada . Como a suposta nova edição estava demorando a sair, resolvi ligar para a editora.

Voltando ao assunto... até agora participaram da conversa o Conrado (Dinheirama), que fez uma reflexão dizendo que "responsabilidade é um compromisso com seus princípios e com o próximo", e o Pedro Passos Cardoso (Saiba Tudo), que prefere não impor aos blogueiros a mesma responsabilidade dos jornalistas.

Já ouvi dizer que internet é um lugar onde se exercita os argumentos: ao "conversar" com alguém, a pessoa do outro lado da tela pode pensar diferente daquilo que realmente diz, pode estar mentindo o sexo e as preferências [risos].

Mas eu não consigo ver a web como um mundo à parte, uma Second Life. Percebo a internet como adjacente ao que o o indivíduo faz e é. Ou seja, a identidade é uma só. Isso fica mais evidente quando o blogueiro (indivíduo que tem blog) não é profissional de tecnologia (programador, desenvolvedor, webdesigner, analista de sistemas, etc).

Eu, por exemplo, sou economista e tenho três atividades principais: sou professor das áreas de Economia e Administração, sou servidor público numa universidade, onde trabalho com compras e licitações, e dou uma força no comércio da família. Além dessas, edito este blog e mostro muito minha cara por aí.

(Tá certo que muita gente com quem lido no dia-a-dia usa internet muito pouco e ainda imagina que blog é um diário. Mas, graças à Deus, o formato blog é cada vez mais aceito)

Ora! a internet e o blog me abrem perspectivas para conhecer outras pessoas e acessar outras oportunidades, mas as pessoas com as quais já convivo e me conhecem, também, mais cedo ou mais tarde acabam tomando conhecimento da minha parte "virtual". Alguns ficam bastante surpresos quando me "descobrem" neste ambiente.

Meus amigos, meus colegas e meus alunos vêm aqui e esperam reconhecer o Enoch presencial que eles conhecem. Mesmo que meu blog não seja sobre aquelas atividades principais nem sobre os momentos de lazer, tudo o que eu digo aqui pode respingar por lá.

Devemos ter consciência que o que somos, fazemos e dizemos on-line reflete no offline.

Todos podem pareticipar do meme. Antes, leiam o post do Ca'bianca para se situar.
Ainda assim, gostaria de convidar o Guilherme Valadares, o Milton Yogi, o Donizzetti, o Sérgio Lima, o Luiz de Paiva e o Cláudio Shikida.

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Já Cotei: Second Life - Internet - Blogs - Responsabilidade
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O hábito da coleta - tirar tudo da mente

Vale um Esclarecimento:
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Este espaço foi aberto para que os membros do grupo de discussão participassem do concurso promovido pelo Efetividade.Net.

Na terça eu estava com um texto preliminar em mãos, mas a autora ainda iria fazer algumas alterações. A quarta-feira foi bastante corrida e no pouco contato que tivemos nesse dia, já tarde da noite, tivemos um ruído na comunicação: ela tentou dizer para não publicar mas eu percebi a mensagem como um sinal verde.

Eu acho que o artigo estava ótimo. Ela preferiu retirar, então assim o fiz. Peço desculpas:
  • À autora, pelo mal-entendido;
  • ao Agusto Campos, caso eu tenha ocupado o tempo dele com a avaliação de dois artigos, quando apenas um deles vai participar,
  • e ao pessoal que chegou neste post através de algum link ou até mesmo apartir do leitor de feeds.
Como o propósito inicial deste post era fazer uma reflexão sobre a fase da coleta da metodologia Getting Things Done, trago à tona novamente o que já foi mostrado por aqui:

Sobre o hábito da coleta
Sobre tirar tudo da mente

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